terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Exposição Semear

Por: Amanda Marques, Camila Yoshida, Manuela Gastal e Paula Carvalho.

Acontece na próxima terça, dia 14, a partir das 19 horas na Torre Alta Vila, a exposição de conclusão de curso de Design de Moda de Amanda Marques da Universidade Fumec.
Trata-se de uma exposição de roupas para bebês, com peças confortáveis e delicadas, com design e toque artesanal. Macacões bem bordados são a peça chave desta coleção que também faz uso constante da estamparia e do acabamento primoroso. Segundo a designer, a coleção “Semear” traz uma mensagem de vivência cristã, a partir da ideia do batismo. “O sacramento do batismo nos insere na árvore da vida que é Jesus Cristo, e traz uma mensagem de amor”, afirma a estudante.

Coluna de Natal

Chegou o final do ano. Época de providenciar a listinha de Natal. Começa a corrida contra o tempo para comprar todos os presentes.  As ruas de comércio em Belo Horizonte já ficam lotadas desde cedo. Lojas de brinquedos, roupas, calçados, bijuterias, todos os ramos do comércio atentos para que cada pessoa ache uma lembrancinha onde consiga demonstrar todo o amor e carinho ao presenteado. Os bares enchem de reservas para as turmas trocarem presentes de amigos ocultos, doces e inimigos ocultos. Todo mundo em clima de festa e alegria. Até a famosa Feira Hippie já entrou no clima, os expositores estão caprichando no estoque, pois o movimento já aumentou muito do convencional. A feira ia sofrer uma mudança no leiaute, porém resolveram adiar por causa do Natal, deixando os expositores mais tranqüilos e felizes. Para quem procura emprego, o final do ano também é um ótimo momento. Por vários lugares tem faixas pregadas em lojas, salões, supermercados, atrás de mão de obra, principalmente com a abertura do Boulevard Shopping BH. É só andar pelas ruas para ver enfeites de Natal por todos os lados. Todo esse clima que vivemos nessa época é pelo momento de celebrar a vida, com muita paz, harmonia e alegrias. Tenham um Feliz Natal!!!
Por Bruna Pimenta, Priscila Mazzini e Rafael Magalhães

Do figurino para o Cinema

por Anna Luiza Magalhães, Flávia Virgínia e Luiza Pacheco.


Marjorie Gueller e desenhos do filme "Capitães de Areia"


No último final de semana, dias 04 e 05 de dezembro, aconteceu a última Oficina de aprimoramento técnico e artístico em audiovisual,  II  Edição, promovida pela Associação Curta Minas/ABD-MG. As oficinas foram realizadas através dos recursos do Fundo Municipal de Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte e contou com a participação de professores renomados e experientes, pretendendo criar subsídios para que profissionais do município possam qualificar seus conhecimentos.
Os workshops foram direcionados para estudantes e profissionais de cinema e moda, sendo a última oficina de Figurino para Cinema, ministrada pela figurinista Marjorie Gueller. Sua formação foi em estilismo, pelo Studio Berçot-Ruckie, em Paris e apresenta um currículo extenso complementado com trabalhos feitos para cinema, teatro, dança e publicidade.
O curso, que durou dois dias, abrangeu toda a explicação do processo de criação de figurino para o cinema: leitura de roteiro; conversa com o diretor geral e diretor artístico; montagem de equipe; pesquisa; orçamento; compra de materiais; produção; funcionamento no set de filmagem; envelhecimento de peças; dentre outras minúcias da produção.
Os alunos puderam ter uma noção de como se deve ler o roteiro e como se desenvolve a decupagem, descrevendo as peças de roupa de acordo com personagens e cenas. Após a conversa com os diretores, o profissional busca saber como criar um figurino para não competir a atenção do espectador com o cenário ou com o acontecimento da cena, além de aprender como direcionar conceitualmente a criação de acordo com a fotografia e a intenção artística do filme. O curso aborda ainda questões ligadas ao funcionamento e à seleção da equipe responsável pelo figurino e também questões ligadas à confecção de peças, que sempre funciona in loco com a gravação do filme.
Na finalização do curso, Marjorie Gueller ilustrou com alguns exemplos de filmes com figurinos interessantes, como por exemplo “O Fabuloso Destino de Amelie Poulin”, “Maria Antonieta”, “Amor à flor da pele” e “O poderoso chefão”. Fez também alguns paralelos entre filmes antigos e alguns mais atuais, tais como “A Fantástica Fábrica de Chocolate” e “Romeu e Julieta” em suas duas versões.
A sessão de oficinas enfatizou o desenvolvimento conceitual e técnico de todo o processo de elaboração e produção fílmicas, capacitando alunos e profissionais da área com um conhecimento mais aprofundado sobre figurino.

Escola são paulo promove curso online de moda e cinema: palestras com Marie Rucki e Fabrice Paineau

Desde setembro de 2010, a escola São Paulo disponibilizou em seu site, palestras sobre moda e cinema com a diretora do Studio Berçot, Marie Rucki, que foram ministradas em São Paulo, em abril de 2008. O ciclo completo das palestras já estão à venda no endereço eletrônico http://www.escolasaopaulo.org/. Isabela Capeto e Glória Coelho também prometem oferecer cursos on-line de moda no mesmo endereço eletrônico.

Resenha - Navegando pelo Rio São Francisco com Ronaldo Fraga

Por Isabela Rabelo e Núbia Souza.

A bordo do vapor Benjamin Guimarães, é como se sente quem visita a exposição Rio São Francisco navegado por Ronaldo Fraga, onde o guia é o próprio estilista.
A exposição que faz uma viagem pelas margens do rio São Francisco, leva o visitante ao mundo da população ribeirinha, com seus costumes,  música,  lendas e religiosidade.
Ronaldo Fraga viajou durante dois meses pelas cidades ao longo do São Francisco para criar sua coleção apresentada no desfile de primavera/verão 2008. E mais que sua surpreendente coleção criada naquele ano, a aventura resultou nesse trabalho apresentado em dez ambientes, que mostram uma parte talvez pouco explorada da cultura da população ribeira. O estilista mostra por meio de ambientes coloridos e interativos a riqueza em cultura de uma região pobre de recursos.
Cada ambiente apresenta ao espectador diferentes temas referentes ao rio, como um documentário que fala sobre as cidades alagadas para a construção de uma hidrelétricas na região. O trabalho também aborda as lendas,  o artesanato e ainda conta com um espaço onde o artista convida o visitante a registrar suas impressões e emoções sobre o São Francisco, a partir das percepções mostradas na exposição.
A intenção do artista é passar ao espectador seu olhar particular sobre o rio São Francisco de forma que quem visite a exposição se sinta realmente navegando por histórias do Velho Chico.
A exposição fica em Belo Horizonte até dia 19 de dezembro. Após esta data, ela  percorre outras cidades brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Maceió, Aracaju, Juazeiro, Petrolina, Brasília, Pirapora e Januária.

Noticia - 13º Fumec Forma Moda

Por Isabela Rabelo e Núbia Souza

No dia 14 de dezembro, a partir das 19h, o curso de Design de Moda da Universidade Fumec apresenta mais uma turma ao mercado profissional. O evento apresentará a décima segunda edição do “Fumec Forma Moda” com apresentação de trabalhos finais de graduação, na Torre Alta Villa.
A abertura do evento contará com uma exposição de trabalhos de alunos em diversos formatos como ensaios fotográficos, instalações cênicas e editoriais que ficarão expostos em um lounge.  Após a abertura, acontecerão os desfiles dos alunos que optaram por esse tipo de apresentação.
Os desfiles serão divididos em três blocos.  Cada um dos formandos criou uma mini-coleção de dez  looks, com temas que  passeiam por obras arquitetônicas, literárias, plásticas, personagens marcantes e por movimentos artísticos e sociais. Os trabalhos são em geral executados com base em experimentações e conceitos, dando oportunidade ao aluno de ousar na criação antes de ingressar no mercado.
O evento é resultado de meses de trabalho dos alunos. O “Fumec Forma Moda” é uma oportunidade do mercado conhecer os novos talentos que saem da universidade e estão sendo muito bem recebidos pelo segmento da moda e do design. Antecedendo o “Fumec Forma Moda”, no dia 13 de dezembro está prevista a apresentação dos trabalhos dos alunos das disciplinas Núcleo de Projeto e Oficinas.
A aluna Nicolle Almeida que apresentou seu trabalho de conclusão de curso em dezembro de 2009 respondeu a algumas perguntas sobre seu trabalho e a repercussão no mercado de trabalho. O trabalho apresentado pela ex-aluna levava o nome Calçando Bicicletas e foi criado a partir de um apelo bastante conceitual.  As construções dos sapatos a partir de partes de bicicletas deram o diferencial do trabalho.

·         Qual a expectativa do aluno ao se dedicar ao trabalho e apresentá-lo ao mercado e à imprensa?

Nicolle: As melhores possíveis! Para um designer é importantíssimo ouvir  a opinião do público, os pontos fortes e fracos do seu trabalho. A imprensa tem papel fundamental, é através dela que o seu trabalho será repassado para o mundo. Portanto, sempre temos que ter as melhores expectativas para qualquer trabalho que fazemos.



·         Qual é a importância de uma boa apresentação?
Nicolle: Pode-se dizer que a apresentação é o cartão de visita para o trabalho. Deve ser uma apresentação clara e precisa, mostrando o trabalho por inteiro e os pontos altos do mesmo.


·         O trabalho de conclusão de curso estabelece de fato uma ponte com o mercado de trabalho?
Nicolle: No meu caso, particularmente, não.  Pois, o meu trabalho de conclusão de curso foi bastante conceitual, o que ocorre na maioria dos casos. Na moda, o conceitual não é aquele que te trará lucros, mas sim o comercial.

·         Seu trabalho tinha um apelo conceitual. Você considera um diferencial importante o trabalho de graduação valorizar a idéia e o conceito em detrimento do lado comercial? Por que?
Nicolle: Falando em diferencial, sim. Com certeza um trabalho conceitual é muito mais valorizado pelos críticos e afins do que um comercial que você vê aos montes por aí. Mas para o mercado em si, digo mercado financeiro, não sei se realmente é uma boa opção.

Manipulação de imagens na fotografia de moda

A fotografia tem se mostrado, desde sua existência, um veículo de informação do vestuário bastante expressivo e funcional tecnicamente, sendo, até a atualidade, o principal meio de comunicação da moda.

Deixando de lado a simples representação e adquirindo, na contemporaneidade, uma abordagem extremamente elaborada quanto à produção envolvida, a fotografia de moda demonstra um crescente domínio sobre os meios técnicos e teóricos quanto à imagem, sua função, seu poder de significação e sua inserção nos meios de comunicação.

Tendo em vista todo o direcionamento pelo qual o suporte fotográfico fornece ao campo da moda uma infinita gama de possibilidades a serem exploradas na imagem, a fotografia de moda incorpora-se ao processo de criação de tal forma que a imagem pode prevalecer sobre o próprio objeto retratado, tornando-se o próprio produto para o receptor da mensagem.

Visando este importante e sólido papel na construção de informação da moda, o profissionalismo aplicado à execução da fotografia de moda, auxiliado pelos avanços técnicos e tecnológicos, desenvolveu-se a tal ponto que seja qual for a idéia e a intenção, é possível realizá-la.

É neste ponto que inicia-se uma discussão sobre os efeitos da irrealidade adquirida na imagem, irrealidade esta que não procura expressar um objetivo explícito de tal desprendimento para com a realidade. A maior parte desse questionamento sobre a manipulação da imagem, que vai muito além do uso de métodos cenográficos e de maquiagem e parte para a intervenção digital por meio de softwares editores de imagens, se concentra sobre a necessidade e sobre as conseqüências desta prática.

Devido ao poder da indústria da moda sobre o comportamento e os ideais de beleza e à recorrência desta manipulação sobre a grande quantidade de material fotográfico de moda produzido na publicidade, estas intervenções se mostram, por um lado, muito eficientes quanto às questões técnicas e, por outro, justamente ocasionado por esta excelência exacerbada na produção da imagem, extremamente falhas quanto à representação de um corpo humano saudável e passível de sua função de modelo.

Considerando o alcance do produto advindo destas imagens manipuladas, o diálogo sobre a construção de um conceito demasiado distante de uma possibilidade de concepção se torna público e abre muitas vertentes opinativas. Ao mesmo tempo que a liberdade de expressão ampliada pela tecnologia pode produzir resultados positivos e construtivos dentro da esfera cultural global, também está sujeita a equívocos consideráveis, não apenas em visíveis ocorrências de falhas nessas interferências digitais, como também no âmbito dos efeitos sobre o comportamento do leitor dessas informações.

As principais reflexões acerca destas imagens com a presença de interferências digitais incluem: os efeitos psicológicos produzidos em crianças, jovens e adultos consumidores dessas imagens, a descaracterização de pessoas quanto à aparência e idade pelas interferências nas ditas imperfeições, a formação de opinião com tendências comerciais sem uma preocupação prévia com a saúde dos consumidores, a exclusão de pessoas que não se enquadram nos padrões estabelecidos e a propaganda enganosa de diversos produtos direcionados ao corpo e à beleza.

A democracia nos meios de comunicação continua gerando discussões, e possivelmente este é o maior ganho quanto ao que gere as questões relativas aos processos de criação e publicação. Com a moda não seria diferente, visto que sua disposição se mostra mais uma vez como um processo intermitente, inacabado, evidenciando-se sobre seus erros e acertos, sobre seu contínuo movimento.




Por Bruna Pimenta, Priscila Mazzini e Rafael Magalhães