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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Moda e Ecologia

Por Isabela Martins e Priscyla  Abreu


Não é novidade que a indústria da moda é uma das mais poluentes, mas também é claro para todos que ela é muito importante e por isso pode fazer a diferença. Sabendo disso e percebendo que ações sustentáveis podem trazer muitos outros benefícios como publicidade positiva, cada vez mais as marcas adotam estratégias pensando na ecologia ou lançam produtos que contribuam na redução do impacto ambiental. Outra preocupação é quanto à ética e respeito com seus funcionários e a capacitação de comunidades carentes.
Em parceria com a Water.org, uma organização que permite a chegada de água limpa a centenas de comunidades pelo mundo, a Levi’s lançou a coleção waterless collection, que tem como objetivo mostrar a importância da economia de água e como isso beneficia quem não tem água limpa para beber. Erik Joule, vice-presidente de Global Merchandising e Design da Levi’s, reduziu o consumo de água no processo de lavagem. No processo final da produção de uma calça jeans gasta-se 42 litros de água. Com a redução, o consumo de água caiu 96% e economiza 172 milhões de litros de água na produção de 13 milhões de pares de jeans. Também voltada para a sustentabilidade, a H&M está em primeiro lugar no uso de algodão orgânico. A marca economizou 300 milhões de litros de água no jeans e doou milhões de peças para organizações de caridade.
A marca britânica TX Max também investiu em uma coleção ética. A linha One Mango Tree, que propôs para comunidades em Uganda trabalho remunerado. Contou com sacolas, aventais e bolsas lá produzidos, os preços vão  de £3.99 a £7.99, e vem com a assinatura de quem as produziu. Apesar dessa prática ser mais comum e valorizada fora do Brasil, por aqui algumas marcas já vêm investindo em ações parecidas. O exemplo mais claro é a Osklen.
A empresa já vem se preocupando com essa questão há algum tempo. Faz parcerias e cria coleções preocupando-se com o material e como serão produzidas as peças. Para o inverno 2012, que acontece a Rio+20 (conferência das Nações Unidas para desenvolvimento sustentável), a marca, em parceria com o instituto E, lança a coleção nomeada de A21, que é inspirada na agenda 21. A agenda 21 é o documento da conferência Rio-92, que estabeleceu a importância de cada país em buscar soluções para os problemas ambientais e sociais do mundo. A coleção conta com matérias-primas sustentáveis, como pele de pirarucu e salmão, pescados de forma sustentável, seda, algodão orgânico e lona eco.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Jeans básico

por Luiza Martuchelli


Dentre as peças mais usadas pela mulher brasileira está a calça jeans que sempre vem se reinventando, com tecidos e lavagens diferenciadas. O que muita gente não sabe é o processo que a calça jeans passa para chegar ao guarda-roupa da brasileira. A proprietária de uma pequena fábrica de jeans, Janaína Magalhães, conta um pouco do processo da calça jeans, principalmente das lavagens. “O jeans quando chega à fábrica está em sua forma bruta. O jeans nessa forma não vende, pois ele é desconfortável, duro, com muita tinta. A lavagem faz o jeans ficar macio, além de customizar a peça com manchas, que podem deixá-la com aspectos variados”, explica. 
Sobre as tendências seguidas pelas empresas de jeans o que se pode constatar é que o básico está sempre na moda. O jeans que nos anos 90 prevaleceu bordado e bem pesado foi ficando cada vez mais leve.  Nas coleções de outono/inverno 2012, já se pode ver uma transformação no jeans, que volta nessa coleção com bordados e com modelagem diferenciada.
Quando perguntado aos consumidores de jeans se essas encontravam alguma dificuldade para comprar calça jeans, todas tiveram a mesma resposta. “A numeração varia muito, de acordo com a marca e algumas vezes a modelagem não veste muito bem por ficar apertada em cima, e folgada embaixo ou o contrário”, afirmam. O interessante é que apesar das variações e das diversificadas opções de jeans, essa peça básica do vestuário é o preferido entre as mulheres e principalmente entre os homens.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Evento internacional na Universidade Fumec.

A importância de intercâmbios de informações e o papel da Universidade Fumec.
Por Larissa Duarte e Lorena Viana.
Recentemente Universidade FUMEC recebeu a visita de professores de Design de Estocolmo do “Centre for Fashion Studies Stockholm University” para misnastrarem palestras para os alunos do curso de moda.
A aluna Marcela Fernandes assistiu a palestra Moda Como Arte da Observação, ministrada pela professora Dra. Paula Von Wachenfeldt e comentou sobre a importância do intercâmbio de informações entre universidades. “O intercâmbio de universidades é muito importante por possibilitar uma troca de diferentes modos de se pensar e entender moda. A moda é universal, porém o olhar dos profissionais sob seus conceitos varia de acordo com o contexto em que eles vivem. Assim a troca de informações com profissionais da moda de outros países é uma experiência rica e engrandecedora.”
O curso de Design de Moda da Fundação Mineira de Educação e Cultura em Belo Horizonte, tem oito anos de existência e desde Agosto de 2004 proporciona a seus alunos uma visão abrangente, diversificada e aprofundada sobre o universo da moda. A coordenação do curso está a cargo de Gabriela Torres e já se graduaram ao todo catorze turmas.
Um dos objetivos do curso é estimular a reflexão acerca das várias etapas do processo da moda, assim como, planejamento, criação, produção, distribuição e apresentação. Além de preparar profissionais integrados aos diversos setores industriais do mercado, com competência técnica e criatividade para criar conceitos, interagir com outras áreas do conhecimento e da produção, propor novos materiais e modos de fabricação, aperfeiçoar os produtos existentes. Os alunos contam com o suporte de laboratórios de Informática, Materiais, Fotografia, Estamparia, Metal/Madeira, Som, Animação, Plástico, Maquete, Costura e Tecnologia Têxtil.
A aluna do sétimo período Luiza Mayara Martuchelli comenta: “O curso é muito bom, o aluno pode conhecer diversas áreas, não só de moda como de design em geral, assim é mais fácil descobrir sua área de afinidade. A universidade oferece oportunidades de viagens e palestras, o aluno deve correr atrás.”
A formanda Júlia Assis, que apresentará sua coleção de trabalho final de graduação na quinta-feira dia primeiro de Dezembro, comenta: “Eu penso que o curso pincela tudo, você tem contato com todas as áreas da moda. Gostei, achei válidos os quatro anos.”
Para este ano a apresentação dos trabalhos finais de graduação será novamente na Torre Alta Vila. Acontecerão desfiles divididos em três blocos e exposições montadas no salão de entrada do evento, onde as alunas apresentarão suas coleções para seus familiares, amigos, fotógrafos e mídia especializada. Tudo isto sobre avaliação de uma banca composta por profissionais da área, de destaque no cenário nacional. 
O mercado mineiro de moda está em constante crescimento e os profissionais que se formam no curso da Fumec estão acompanhando esta dinâmica e ganhando visibilidade por desenvolver um trabalho coerente e diversificado.