terça-feira, 3 de maio de 2011

Sucessora de McQueen, Sarah Burton fez vestido de noiva de Kate Middleton por Érika Curi, Bruna Melo e Deborah Viveiros

Desde o anúncio do noivado de Kate e William, o grande mistério era quem ia fazer o vestido de noiva dela. Foram meses de especulação, e milhares de estilistas foram citados. Mas um dia antes do casamento, fotógrafos viram Sarah Burton (sucessora de McQueen) saindo do hotel em que Kate estava hospedada. Mas ainda não tinha sido confirmado nada; então chegando o grande dia, o mistério foi desvendado, era uma criação de Sarah Burton sim. Um vestido simples e com uma renda nas mangas, a cara de Kate.
"A senhorita Middleton queria que seu vestido combinasse tradição e modernidade com a visão artística que caracteriza o trabalho de Alexander McQueen", indicou uma nota oficial do palácio real.

Gisele Bündchen foi vitrine viva para lançar sua coleção para C&a por Érika Curi, Bruna Melo e Deborah Viveiros

No dia 28 de abril Gisele Bündchen lançou uma coleção em parceria com a C&a,  para divulgar uma das novas coleções da loja em São Paulo. A modelo fiicou por alguns minutos na vitrine desfilando seus looks na manhã do lançamento.  Para quem não mora em São Paulo, a C&a disponibilizou um link na internet mostrando ao vivo Gisele na vitrine.


Hoje foi dia de Gisele Bundchen bancar a vitrine viva na flagship C&A do Shopping Iguatemi. A modelo ficou por volta de 20 minutos na vitrine e trocou de roupa duas vezes. A coleção, na minha sincera opinião não tem nada de Gisele!!”  – disse Gelly  de São Paulo, SP, Brasil (http://blogdagelly.blogspot.com)

Vídeos de autoprodução fazem a cabeça das mulheres


Tendência do “faça você mesma” já ganhou espaço na TV

Com o avanço da tecnologia e as novas redes midiáticas, a informação também ganhou diferentes formas de ser acessada. Com a febre dos canais de vídeos, como o famoso youtube, mulheres de todas as idades tem se comunicado em prol de um mesmo objetivo: aprender a se autoproduzir para as mais diversas ocasiões.
Cabelo, maquiagem, unhas, produção de moda, são os temas mais comuns encontrados no universo dos vídeos “faça você mesma”. É possível aprender a se arrumar para o simples dia-a-dia, mas principalmente para uma noite especial. A estudante Karina Fernandes Jamar, 18 anos, de Belo Horizonte, costuma buscar na internet, vídeos que ensinem a fazer misturas de esmaltes e automaquiagem. “Ás vezes acontece de uma marca muito cara ou difícil de encontrar lançar uma cor legal, daí é possível encontrar vídeos que ensinam a misturar os esmaltes que são mais fáceis de encontrar, para poder chegar à cor desejada”, conta.
Karina também é internauta assídua do blog Just Lia, onde a blogueira Lia Camargo dá dicas de beleza e moda. “Hoje você aprende a fazer até trança embutida pelos vídeos na internet. É uma imensidão de informação que acredito ter facilitado muito a rotina das mulheres”, concluiu a adolescente. O público mais maduro não fica de fora dessa mania. O blog da publicitária Julia Petit traz informações sobre as tendências do mundo fashion, como maquiagens, o look das celebridades, e lançamentos imperdíveis.
A própria Julia, produz vídeos “caseiros” com truques para uma simples sombra até makes mais elaborados, como a de Natalie Portman, no filme Cisne Negro. Tal estratégia funcionou tão bem que a blogueira ganhou um programa feminino no canal GNT. O programa Base Aliada é uma extensão do trabalho feito na internet.
A adaptação a nova era da comunicação feminina parte também de algumas empresas. A Contém 1g, por exemplo, promove cursos de automaquiagem, além de trabalhar com uma linha completa dos produtos. São nove módulos, custando 50 reais cada. É possível fazer o curso individualmente ou em turmas, com a duração de uma hora ou apenas trinta minutos. O surgimento dos cursos se deu de acordo com a solicitação das próprias clientes que, ao comprar um produto, perguntavam às vendedoras qual era a melhor maneira de se usar. A estudante de jornalismo Laura Abreu, 25 anos, acredita que o curso mudou sua vida. “Agora a maquiagem é a parte mais prazerosa da produção. Antes ficava muito preocupada com o que usar e como fazer. O curso de automaquiagem me abriu novos horizontes para o mundo da moda que eu tanto gosto”, afirma.

Por Gabriela Fernandes, Patrícia Pelegrini e Saide Nazar.

Arezzo recolhe seus produtos feitos de pele de animal por Érika Curi, Bruna Melo e Deborah Viveiros

A Arezzo retirou das lojas na última semana todos os produtos feitos com pele de animal. A nova coleção de outono/inverno 2011 da Arezzo, feita com peles de animais (coelhos e raposas) gerou polêmica e protestos dos internautas e consumidores da grife. Revoltados com a coleção intitulada de Pelemania pela própria marca,  os consumidores exigiram uma mudança de posição por parte dos produtores.

Depois do ocorrido, a Arezzo fez um comunicado a imprensa e aos consumidores:
A Arezzo entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas na confecção de produtos de vestuário e acessórios. Por isso, vimos por meio deste nos posicionar sobre o episódio envolvendo nossas peças com peles exóticas – devidamente regulamentadas e certificadas, cumprindo todas as formalidades legais que envolvem a questão.
Não entendemos como nossa responsabilidade o debate de uma causa tão ampla e controversa. Um dos nossos principais compromissos é oferecer as tendências de moda de forma ágil e acessível aos nossos consumidores, amparados pelos preceitos de transparência e respeito aos nossos clientes e valores.
E por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo em todas as nossas lojas do Brasil as peças com pele exótica em sua composição, mantendo somente as peças com peles sintéticas. Reafirmamos nosso compromisso com a satisfação de nossos clientes e com a transparência das atitudes da Arezzo.”

terça-feira, 26 de abril de 2011

Renzo Rosso

”Diesel não é a minha empresa, é a minha vida”. (Renzo Rosso)

Renzo Rosso italiano nascido em 15 de setembro de 1955 na cidade de Molvena, começou a desenhar a sua própria roupa em 1975, fundou a Diesel, e fez dela uma das mais bem sucedidas marcas da atualidade com o foco no jeans.
 Apesar da Diesel ter crescido absurdamente, Renzo Rosso ainda acompanha cada detalhe de perto, desde reuniões de rotina até o processo de seleção de novos funcionários. Apaixonado pelo trabalho, seu lema é ”Diesel não é a minha empresa, é a minha vida”.
O italiano afirma também que o consumidor da marca está mais maduro e com um poder de compra maior, “Eles procuram algo mais sofisticado. Talvez não queiram uma marca de luxo conceituada, mas sim uma abordagem diferente. Este é o tipo de consumidor que queremos atingir.” 
Não é só o ajuste perfeito do jeans que fez da Diesel uma das marcas de maior destaque na Itália e no mundo. Mais do que comercializar produtos, a marca propõe um estilo de vida e o fato de suas controversas campanhas publicitárias terem imenso apelo junto aos consumidores é inegável. 
Segundo pesquisadores da Universidade de Munique na Alemanha, o sucesso da Diesel consiste na combinação de criatividade, originalidade, interpretação do futuro, estratégias de comunicação e tecnologia. 
Nos anos 90 o estilista foi nomeado “Empresário do Ano”.

Por Danyele Dias Gualberto, Tatiana Gomes ferreira e Mariana Barros

CHRISTIAN LACROIX

O último dos grandes costureiros


Nascida das pompas do século XIX, a alta costura, tal como a conhecemos hoje, não existiu sempre e provavelmente não existirá por muito mais tempo. Daí a situação bastante particular de Christian Lacroix, o último dos grandes costureiros, um ponto de encontro entre dois mundos e dos modos de produção.

Entrando em cena em meados dos anos 80, Christian Lacroix provocou uma verdadeira reviravolta, reinvindicando, sem rodeios a filiação mais ambiciosa: aquela que o levaria a abrir com seu próprio nome uma maison de costura inteiramente fundada na estrita observância das regras obsoletas, fixadas por uma profissão dada por condenada.

Christian Marie Marc Lacroix nasceu em 1951, em Arles, França e foi um dos estilistas mais influentes da moda na segunda metade da década de 80 do século xx . Estudou História de Arte e pretendia ser curador num museu, mas acabou por ser admitido como estilista na casa de costura Jean Patou.
No final dos anos 80, quando a simplicidade e o minimalismo começavam a dominar a moda, os seus modelos em cores vivas, estampados vibrantes, bordados elaborados, misturas de tecidos e silhuetas volumosas trouxeram um novo fôlego e de certa forma otimismo à indústria da moda. Desde 1989 começou a desenhar a sua linha de pronto-a-vestir.

Querendo ou não, existe e existirá, na longa história do comportamento, um antes e um depois de Lacroix. Sua postura é paradoxal como a época em que vive: exuberante e nostálgica, cáustica mas meiga, intemporal mas fulgurante. Quando Lacroix surgiu para o mundo da moda,  poucos esperavam que algo de surpreendente ainda pudesse acontecer. Porém esse francês, trazia um pouco de tradição e, ao mesmo tempo, mantinha um olho sagaz para o presente.

Apoiando-se no passado, ele costurou estilos e referências de diversas épocas, revirando todas as regras já estabelecidas pela evolução da moda. Criou coleções desconsertantes nas quais predominam o luxo, a fantasia e, principalmente, toda sua audácia. Recentemente produziu duas fragrâncias para a Avon Cosméticos.

Christian Lacroix ganhou uma biografia escrita em formato de conto de fadas. O livro, intitulado Christian Lacroix and the Tale of Sleeping Beauty, publicado em 2010, foi redigido por Camilla Morton e ilustrado pelo próprio estilista.

Desde de sua estreia, Lacroix não cansa de repetir que não se preocupa com  moda. Segundo François Baudot
, autor do livro que leva o nome do estilista, em ruptura com a tendência, Lacroix sonha com uma mulher que só presta contas a seu espelho.

Por Bruna Melo, Déborah Viveiros e Érika Vaz de Mello

Helmut Lang

O estilista austríaco inovou com estilo minimalista em meio aos excessos da década de 1980


Símbolo do minimalismo, estética limpa, perfeição das modelagens e materiais, o designer Helmut Lang deixou uma marca inegável na cultura contemporânea. Sua influência continua a repercutir entre a comunidade de moda até os dias atuais, sendo considerado um dos estilistas mais importantes de seu tempo. Nascido na Áustria (Viena), em 1956, estudou administração de empresas a fim de seguir carreira na área financeira. Abriu um estúdio de moda, com 18 anos, ao lidar com a dificuldade de comprar roupas para si mesmo se tornando um auto didata.
Em 1979 abriu sua primeira grife, Helmut Lang, que chamou a atenção por seu estilo minimalista e suas formas simplificadas vistas em seus ternos slim em preto ou branco, em sua coleção de denim e no uso de tecidos de alta tecnologia. Em 1986, o governo austríaco convidou Lang para contribuir com uma exposição nacional intitulada “L’Apocalypse Joyeuse” no “Center Georges Pompidou” na França. No fim do mesmo ano apresentou seu primeiro desfile em Paris.  
Helmut tem uma personalidade vibrante com o push-pull de contradição criativa. Em 1998 vendeu parte de seu negócio para o Grupo Prada e se mudou para Nova York, cidade que escolheu para viver e trabalhar. Foi pioneiro ao apresentar sua coleção em transmissão ao vivo pela internet através do site da marca, revolucionando a comunicação da moda mundial. Reservado e irreverente, metódico e espontâneo, um realizador e um sonhador. Talvez essa mesma complexidade é o que tenha alimentado o seu design de moda mais de duas décadas, permitindo-lhe criar um trabalho refinado e coerente, transgressivo e provocativo.
Aposentou-se da moda em 2005, devido a desentendimentos com o Grupo Prada. Desde então tem se dedicado às artes plásticas. Teve sua primeira exibição solo em 2008 na Alemanha, com pinturas, esculturas e projeções. Apesar de mudar de meio, continuou com sua estética minimalista.
Marcela Amorim, Gabriela Gontijo e Rosane Pacheco