terça-feira, 30 de novembro de 2010

Nota: multiartista imperdível na 29a Bienal de Arte de São Paulo

Anna Luiza Magalhães, Flávia Virgínia, Luiza Pacheco

Um dos maiores destaques da 29ª Bienal de Arte de São Paulo é o desenhista, pintor, arquiteto, escritor Flávio de Carvalho (1889-1973).  O irreverente e politizado multiartista ficou conhecido pela sequência de desenhos de observação da sua mãe no leito de morte. A série Minha mãe morrendo (1947 ) é um belíssimo trabalho que merece ser visto nessa edição da Bienal, que conta também com documentos fotográficos de outras obras de Flávio de Carvalho, como  a performance Experiência n.2, onde o artista invade uma procissão de Corpus Christi, andando na direção contrária às dos fiéis e trajando um boné verde. A performance acabou provocando a revolta da multidão, que quase o linchou.

Nota Festas

Por Amanda Marques, Camila Yoshida, Manuela Gastal e Paula Carvalho
Depois da agitação do último final de semana com a festa de um ano da “Cinco”, chegou a hora de começar a progamar os embalos dessa semana. Já na quinta, a festa “Back 2 Black” no Café De La Musique promete tirar todo mundo de casa. Na sexta-feira, o Hip-Hop continua, dessa vez na “Cinco”, com a última edição de 2010 da festa “5 Stars Hip-Hop”. Para quem curte trance, a opção é a festa “StereoTech – Mafia Club”, na “Roxy”. No sábado, a noite é de doações na “Cinco”, com o projeto beneficente Think About, embalado pelos DJs Michel Lara, Rodolfo Brito e Cacá de Brito. Já na boate “Josefine”, quem embarca é a festa de lançamento do cruzeiro “Fredon on Board”.


Perfil Jum Nakao

Estilista fala sobre moda, arte e cultura

O estilista brasileiro Jum Nakao, neto de japoneses, cria suas coleções pensando em uma maneira de sempre fazer o público interagir com seu trabalho. Polêmico, chama atenção com sua criatividade. A coleção ‘A costura do invisível’, talvez a mais marcante de sua carreira, está exposta no Museu da Moda, em Paris, e é considerado o “desfile do século”. Jum já assinou coleções para marcas como Zoomp, Nike, a catarinense Guga Kuerten e agora cria para a grife Oxto.
O estilista esteve em Belo Horizonte em agosto do ano passado ministrando um workshop para estudantes de moda da Universidade Fumec, no Shopping Pátio Savassi. Durante os diasde duração do workshop foram realizadas várias conversas com os estudantes.

 Como é a relação da moda com a arte nos seus trabalhos?
Jum – Eu acho que a moda, a roupa, é um suporte, é uma mídia, uma ferramenta para você expressar e embutir seus conceitos. Você pode fazer cinema com conceito, novela com conceito, moda com conceito, gastronomia com conceito, tudo que você imaginar. Então para mim, a moda, como as artes plásticas, como qualquer trabalho que eu já realizei, é antecedida por um pensamento. Você não sai falando aquilo que você não pensa, não sai criando aquilo que você não deseja e não tem vontade de materializar. Você tem que estar fazendo da materialidade uma idéia, um princípio. E agora em abril, eu mais o Julinho Dojcsar, que é cenógrafo, e o Kiko Araújo, que é um cineasta, estamos fazendo uma grande instalação, a exposição “Conflitos e Caminhos”, uma grande obra no museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. É uma obra que vai ficar três meses e foi realizada a convite da primeira dama do estado do Paraná, Maristela Requião. Trata-se de um espaço que vai render uma homenagem e uma retrospectiva da minha carreira, e eu decidi junto com esses dois amigos realizar um novo trabalho. É um projeto extremamente impactante, polêmico, que envolve as mesmas ferramentas usadas no meu trabalho de passarela, agora feito no museu.

Você tem trabalhos expostos no Museu da Moda, em Paris. Qual o significado disso pra você?
Jum – O último trabalho autoral que eu fiz, o desfile de papel (2004) faz parte do acervo do Musée Galliera, o Museu da Moda, em Paris, e é considerado o maior desfile do século. Fora isso eu tenho trabalhos no museu do Século XXI, para você perceber que as fronteiras hoje são muito tênues. Não existe aquela definição, isso é arte, isso não é arte, isso é cinema isso não é cinema. Eu acho que essa rotulação, esse questionamento, esse desejo de tornar hermético apenas confina e atrapalha a potencialidade das artes.

 Qual sua opinião sobre a moda mineira?
Jum – Eu conheço no mercado o trabalho de algumas marcas e estilistas, como Ronaldo Fraga, Graça Ottoni, Coven e as indústrias maiores aqui do estado. Eu acho que o nível mostra um crescimento. Eu vejo que a cada evento, como o Minas Trend, o mercado, a cultura de moda, vai criando raízes e se solidificando. Eu acho que tudo é um processo, não tem como você falar sem analisar, sem ter uma visão histórica de quanto tempo isso está acontecendo aqui. E a gente pode dizer que está numa cidade que vai depender exclusivamente, nesse momento, da ética, da seriedade dos profissionais, da imprensa, das escolas, de todas as pessoas que trabalham no segmento fashion, para que realmente a moda mineira ganhe seu espaço.

Qual foi à ideia que você quis passar fazendo os modelos masculinos desfilarem de costas na apresentação da Oxto?
Jum – A forma de apresentação está muito ligada ao conceito da marca Oxto. Quando as pessoas forem assistir ao desfile em vídeo, e passarem ele de trás pra frente, vão achar que as mulheres é que estão desfilando de costas. Então você vai ter o mesmo desfile, a mesma inquietação, porque olhando pra frente ou olhando pra trás, alguém vai estar de costas. Isso mostra então, que você pode enxergar o desfile em vários ângulos, não existe um sentido único. O conceito que a Oxto, que a marca traz é que não existe um único caminho, as pessoas têm que encontrar o seu caminho. E a coleção da marca propicia exatamente essa possibilidade. Ao visitar uma loja, conhecer as peças da grife, vai perceber que ela é uma coleção onde não existe a ditadura da tendência. Então você cria seu estilo. Onde nós criamos uma mistura que envolve desde esportes, cultura de esporte e cultura da música, com jeanswear, com o espírito vintage, as roupas recicladas, roupas militares, roupas urbanas, tem o ranço bélico. Enfim, é um trabalho que foi imaginado para que as pessoas perguntassem exatamente o que você me perguntou.

E quando é que vamos ver novamente uma coleção com o seu nome, com a sua cara?
Jum – Hoje eu faço consultoria pra Oxto. Assino a linha de jeans da marca, e na próxima estação eu faço a coordenação de toda a coleção. Faço assessoria para algumas empresas também da área. Estou fazendo dois filmes agora, um para TV, uma minissérie e um para cinema, direção de arte. E fora isso, por enquanto, vou continuar ministrando também aula para o curso de Arte e Moda (seminário da pós-graduação em Design de Moda) e faço direção de criação da coleção Faap Moda Brasil.
Alunos da Fumec e Jun Nakao
Fotos: Arcervo - Thatyane MARY


Um Homem no SPFW

Quem é que não tem vontade de freqüentar todos os desfiles de moda badaladérrimos que acontecem no mundo todo? Já pensou conseguir convites para os principais desfiles de moda nacional e internacional?
Como as oportunidades realmente boas só aparecem para pessoas que nem estão pensando no assunto, não foi dessa vez que eu consegui assistir a um desfile de moda. Um amigo que estava em São Paulo conseguiu ingresso para o São Paulo Fashion Week (SPFW, para os íntimos) e não demonstrou o mínimo de empolgação com o evento. Homens, sabe como é...
 Soube que ele estava almoçando com uma amiga num desses domingos tediosos, quando ela o convidou. Disse que tinha um conhecido que conseguiria convites. Enfim, ter conhecidos em lugares estratégicos é meu próximo objetivo. Sabe o que o meu amigo respondeu? Não foi “nossa!”, “não acredito!”, nem nada do gênero. Foi só um “legal, eu vou”.
Não sei se ele foi para o lugar certo, por conta das descrições que recebi. Achou tudo muito diferente: pessoas, roupas... “Na verdade eu achei sem graça”. Como assim?! Como uma noite badalada dessas pode ser “sem graça”? Segundo ele, não bastava um ingresso, cada desfile exigia um convite diferente. Ou seja, haja conhecidos em lugares estratégicos.
Eu, ansiosa, queria saber tudo sobre o desfile que ele assistiu. “Eu até tinha acesso a vários desfiles, mas o primeiro já me deu sono. Preferi ficar num coquetel que tava rolando por lá”. A expressão mais dita por mim nesse diálogo foi “como assim?!”. “E as roupas? ”, perguntei. “Credo, um bando de fiapos estranhos em modelos magricela e o cabelo pixaim. Deu vontade de levar todas numa churrascaria”. “Mas você não gostou nem do glamour de estar no SPFW?”, minha última tentativa de tentar tirar leite de pedra. “Olha, não vi glamour nenhum. Os desfiles duravam menos de 10 minutos, eram monótonos e eu ainda ficava com medo daquelas modelos quebrarem de tão magras. E a música era horrível, parecia flagelado da seca cantando”.
Cada vez eu tenho mais certeza de que alguns eventos são impróprios para homens. Desfiles de moda são um deles. O homem não consegue captar a essência de um evento como esse, pelo que eu pude perceber, principalmente quando perguntei se ele tinha tirado alguma foto do desfile. “Foto do desfile não, mas tirei uma das pernas da Sabrina Sato, que estava circulando por lá. Queres que eu te mande?”
Homens, sabe como é... 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Perfil: Lino Villaventura

Antônio Marques do Santos Neto, mais conhecido como Lino Villaventura é um estilista brasileiro nascido em Belém em 1951. Iniciou sua carreira profissional em 1978 com pequenas produções de tiragem limitada. Foi se firmando no mercado de moda nacional com o estilo muito pessoal, tornando um dos estilistas brasileiros mais significativos. Em outubro de 1987, uma rede de televisão francesa, FR3, veio ao Brasil produzir um documentário e resolveram esticar a viagem ate Fortaleza para fazer uma reportagem com o Lino, representando a moda brasileira. Com isso, o Estilista foi convidado pelo Itamaraty para representar o Brasil na feira de moda World Trade Fashion Fair, em Osaka no Japão, em outubro de 1989. Seu trabalho foi conhecido internacionalmente por profissionais da área de design e artes plásticas.
No início dos anos 90 a marca passou a criar roupas sob medida, participando desde a primeira edição, até os dias de hoje, do São Paulo Fashion Week.  Atualmente Lino vende seu prêt-à-porter em lojas de diversas cidades brasileiras. Fora do Brasil, comercializa suas peças em: Portugal, EUA, Inglaterra, Arábia Saudita e Dubai, nos Emirados Árabes. O estilista sempre tem suas peças publicadas em editoriais de revistas nacionais e internacionais.
Além da carreira como estilista Villaventura trabalha também como figurinista, sendo indicado ao Prêmio Shell de Teatro em 1996, por Uma Farsa Irresponsável em Três Atos, de Nelson Rodrigues.
Por Bruna Pimenta, Priscila Mazzini e Rafael Magalhães

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O Encerramento do Minas Trend Preview Inverno 2011

Aconteceu entre os dias 3 a 6 de novembro no Alphaville a edição inverno 2011 do Minas Trend Preview que contou com mais de 12 mil pessoas. O Minas Trend é o único evento de pré-lançamentos já consolidado como um dos maiores acontecimentos de moda e comportamento do país e traz desfiles e o único evento de moda que traz e expressa a cultura mineira nesse seguimento.
A abertura dos desfiles do MTP contou nada menos, com Ronaldo Fraga e a coleção “Corpo Moda Corpo” que fala sobre os 35 anos do grupo mineiro de dança “O Corpo” e participação especial de Alexandre Herchcovitch além de desfiles das  consolidadas marcas mineiras Mary Design, Apartamento 03, Chiclete com Guaraná. A 7 edição trouxe grifes como  Cavaleira, Fause Haten, Victor Dezenk, Neon, Samuel Cirnansck e UMA além de várias outras marcas que mostraram também, uma prévia para o inverno 2011. A marca Neon fechou o evento com a presença contagiante de seu estilista Dudu Bertoline.
O MTP encerrou contando com a apresentação de 380 looks, com aproximadamente 610 acessórios, 380 pares de sapatos e crescimento de 40% nos negócios. A próxima edição continuará sendo no Alphaville e será entre os dias 11 e 14 de maio de 2011.

Abertura do Minas Trend Preview com Ronaldo Fraga. O desfile se destacou pelos vestidos longos sobrepostos com blazeres e a mistura de estampas e texturas. Uma irreverente combinação para o inverno 2011.



A decoração do teto trouxe alegria e movimento. Com pernas de bailarinas suspensas,  a decoração fez referência ao grupo de dança "Corpo".



Destaque para o desfile de encerramento da Neon, com Dudu Bertoline. A coleção se impôs com as estampas, os shapes, o turbante na cabeça e o batom vermelho.  Muito elegante.

Tendências em moda praia do verão 2011

Com a chegada da primavera e o aumento da temperatura, falar dos maiôs e biquínis que serão tendência no verão 2011 não é nem um pouco precipitado, afinal muita gente já está aproveitando os finais de semana e feriados para tomar aquele solzinho. Então confira as tendências que prometem invadir a moda praia no verão 2011!


Cortes e Modelos
Nas passarelas das semanas de moda no Brasil a moda praia foi bem democrática e trouxe cortes médios, pequenos e grandes, mas nada de muito ousado e, ao que parece, o verão promete seguir uma linha bem mais comportada, sutiãs, no estilo top, de um ombro só e cortininhas, além das calcinhas mais largas, foram as propostas mais vistas e prometem ser a grande tendência da estação.


Um Ombro Só
O corte do sutiã em um ombro só apareceu em vários desfiles. A grande pergunta é se essa moda vai pegar, já que o corte é esteticamente bonito e interessante, mas a marquinha de sol deixada já não deve ter o mesmo charme.


Lenny  – Fashion Rio Primavera Verão 2010/2011
fotos:Agência Fotosite

Tomara Que Caia
Os sutiãs em modelo tomara que caia entraram em alta desde o verão passado e prometem continuar sendo maioria nas lojas especializadas. Eles são perfeitos para quem tem pouco busto, pois proporcionam uma ilusão de seios maiores.


Blue Man – Fashion Rio Primavera Verão 2010/2011
fotos: Agência Fotosite
Engana Mamãe

O maiôs do verão 2011 seguem a linha democrática dos biquínis, modelos com recortes, tomaras que caia, comportados e mais ousados são presença certa na estação. A novidade promete ser o engana mamãe que apareceu e deve fazer a alegria das mais cheinhas, já que o corte ajuda a afinar a silhueta.