terça-feira, 31 de maio de 2011

Minas Trend Preview e sua repercussão





Principal evento de pré-lançamento de moda e comportamento, o Minas Trend Preview é considerado como um dos maiores e mais consolidados eventos voltados para o universo fashion do país. Tido como um importante espaço de geração de negócios, e único focado na antecipação dos lançamentos para lojistas e varejistas. Nele, acontecem palestras, desfiles e salão de negócios para lojistas de todo o Brasil, além de compradores internacionais, jornalistas e formadores de opinião.
Inovador, o evento é um conceito inédito no Brasil, que busca promover a troca de conhecimento, integrar os profissionais da área e estimular o crescimento e a organização do setor. O Minas Trend Preview, através da coleção de pré-lançamento, auxilia o lojista e impede a desvalorização das marcas com liquidações prolongadas.
Este ano, o Minas Trend Preview, na sua 8º edição, aconteceu na EXPOMINAS BH, dos dias 11 a 14 de maio e contou com a presença de inúmeros expositores. O evento, durante os quatro dias de programação, abriu às 10h com o salão de negócios e terminou às 21h com os desfiles das marcas DTA, Claudia Arbex, Maria garcia, Cavalera, Rogério Lima, Ultima hora, GIG, Patricia Motta, Vivaz, Mary Design, Patogê, Chicletes com Guaraná, ChouChou, Blue Banana, Alessa, Uma, Aysle e Apartamento 03.
A oitava edição do  Minas Trend Preview, promoveu os lançamentos de moda, sapatos, bolsas, acessórios e jóias para o Verão/2012, segundo dados dos organizadores do evento, foram  255 expositores; um crescimento de 70% em relação ao registrado na temporada maio/2010, e recebeu uma média de 15 mil visitantes de todo o Brasil e exterior, número 50% superior ao registrado no mesmo período. Outros dados também comprovam e revelam a grandiosidade do evento. Durante 4 dias, o evento foi destaque na mídia nacional, através da cobertura realizada por jornalistas credenciados e internacional,  promovida por 6 veículos de grande tradição no mundo da moda: Harper´s Bazaar espanhola, as americanas Apparel News e Apparel Insiders, a Moda Y Estilos argentina, o britânico WGSN e a Lovestyle dos Emirados Árabes.
Esta edição, também promoveu 21 desfiles individuais, assistidos por mais de 5 mil pessoas, e uma programação de 7 palestras abordando temas de interesse dos profissionais da cadeia têxtil e de confecção.



Por: Anna Karla Pereira Barbosa


Contrastes - A disparidade da moda na sociedade

      Há muito tempo a moda tem se tornado um divisor de classes. Ela continua sendo sinônimo de glamour, e mantém seu papel estimulando desejos nas pessoas, independente do seu poder aquisitivo.  A moda, mais que tudo, é necessidade. Necessidade de compra, necessidade de seguir uma tendência, necessidade de ter um estilo.
        Qualquer que seja a época que pesquisarmos em livros de indumentária, ou no Google, vamos perceber que desde sempre, a moda é um instrumento eficaz quando diferenciador social, seja em tecidos, cores ou número de peças usadas na vestimenta.  Hoje, a massa usa a mesma coisa que a classe alta, ela tem acesso aos mesmos modelos, às mesmas cores e aos mesmos materiais. A cópia na moda ainda prevalece.
Mais uma vez, citamos a necessidade. As pessoas têm necessidade de usar o que “está na moda”, e elas buscam isso sendo de classe A, B ou C. É nítida a hierarquia econômica mesmo usando a mesma moda, devido à disposição e combinação que as pessoas fazem.
            Atualmente, o que se altera nesse processo de segregação, é o transmissor de tendências. A partir dos anos 90, a televisão se tornou o maior influenciador de tendências no Brasil, principalmente as telenovelas. O público quer ter o que a mocinha da vez tem, quer um carro igual o dela, quer o seu guarda- roupa. O número de pessoas que busca informação na televisão e em revistas, também, é significantemente maior, do que aquele que freqüenta desfiles. Para que um designer se torne conhecido pela massa, a personagem de Paola de Oliveira_ mocinha de Insensato Coração, novela do horário nobre da Globo_ precisa vestir uma peça sua no capítulo da novela. Logo após esse reconhecimento, suas peças serão reproduzidas por marcas mais populares, depois vendidas em lojas de departamento por preços mais baixos. É após a compra, que o público aplica a tendência ao seu estilo de vida e suas limitações, dando forma àquela separação de massas.
O tempo pode ter passado, as fontes de moda podem ser outras, mas a moda continua sendo uma necessidade e uma ferramenta separatista econômica- social, e sempre vai ser.

Anna Karla Pereira
Aline Santos
Gabriela Faria

Brechós - um novo comportamento de consumo

A moda é um dos setores mais lucrativos do mundo. Anualmente movimenta cerca de 25 bilhões de reais só no Brasil. Entretanto, poucos sabem que, para se dar bem no ramo, não é preciso fazer altos investimentos. Basta ter criatividade.Roupas de diferentes estilos podem ser encontradas em brechós a preços bem abaixo dos praticados pelo mercado.
Os brechós e brechós on-line vêm se tornando cada vez mais populares entre os brasileiros. Nos brechós, roupas, sapatos e acessórios de diferentes estilos e épocas podem ser encontrados a um preço bem abaixo do de mercado, com a vantagem de serem exclusivos.
Levando em consideração que a qualidade e durabilidade da roupa antiga é melhor e maior que as atuais, vale a pena investir no garimpo de brechós, uma ótima opção pra quem quer investir na moda mas não está disposto ou não tem condições de gastar uma fortuna com isso.
O  valor das peças de brechó é aproximadamente 35% menor do que o preço de mercado. Um sobretudo de lã em uma loja de marca custa em média R$ 680. A mesma peça, porém semi-nova, pode ser encontrada por R$ 180.
Um ponto positivo em brechós, é ser uma forma de economizar e atenuar o consumismo exacerbado. É possível vender roupas que não se quer mais usar e comprar outras sem gastar mais por isso.
Mas para fazer boas compras é preciso ficar atento, é importante olhar e avaliar o estado em que está a peça. Tem coisas que dão pra consertar, outras não. Tem muitas peças que você pode repaginar. Além de ser necessário experimentar as roupas e acessórios antes de comprá-los.
Pra quem quer entrar no garimpo de brechós e ainda não se familiarizou com os termos vintage e retrô e ainda se confunde, vale lembrar que não significam a mesma coisa. Vintage é um item de fato antigo e que fez moda na sua década. Já retrô é algo novo, relançado igual ou parecido, com referências ao antigo.

Por: Jéssica Morais, Maíra Honorato, Priscilla Milagres

Brechós

A moda Retrô, inspirada em peças clássicas e na reedição de roupas de décadas anteriores, vem confirmando sua força. Brechós, bazares online e a busca por elementos vintage estão fazendo parte do cotidiano dos consumidores de moda. Comprar em brechós além de ser uma forma de economizar dinheiro e ter roupas personalizadas, é uma maneira de ter peças únicas e clássicas que fazem diferença em qualquer guarda-roupa.  



Por: Jéssica Morais, Maíra Honorato, Priscilla Milagres

BALENCIAGA

 A marca Balenciaga que leva o nome do falecido estilista  Cristóbal Balenciaga, hoje é dirigida por Ghesquière em parceria com o grupo Gucci. Desde 2001 quando compraram a marca, dirigem com pulso firme, revivendo o prestígio e respeito que a casa teve em seus anos dourados.
Balenciaga tornou-se um dos mais representativos designers de moda do século XX, sendo o responsável por peças de vestuário que se tornaram a base do guarda-roupa feminino contemporâneo, tais como o vestido baby doll, o vestido túnica e o vestido saco. Além de criar modelos de festa incríveis, abrigos de chuva impermeáveis, uma variedade infinita de vestidos, boleros e a versão do terninho feminino com paletó curto e saia de cintura alta.
O seu estilo de linhas depuradas, novas formas e focado nos materiais, tal como a precisão do corte e o virtuosismo das técnicas de costura fizeram dele um dos mais respeitados e influentes costureiros, admirado por clientes, pela imprensa mundial e pelos seus colegas de profissão. Chanel uma vez disse que "só Balenciaga é um verdadeiro costureiro. Só ele é capaz de cortar bem um tecido, de montá-lo e costurá-lo à mão."
Balenciaga que foi descoberto aos 12 anos, nasceu em 1895 na região Basca espanhola. Mudou-se para Paris  mas voltou para a Espanha quando aposentou-se depois de mais de 30 anos de sucesso e inovação na moda. Balenciaga morre em 1972 e seu nome só reaparece em 1978, na aquisição da marca por um grupo financeiro. Em 1995, o estilista Nicolas Ghesquière chegou para cuidar dos acessórios da marca e seu talento o levou à direção da criação, dois anos depois e permanece no comando até os dias atuais.
Por: Jéssica Morais, Maíra Honorato, Priscilla Milagres

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Acontece a exposição Warhol TV no Oi Futuro de 14 de abril a 12 de junho de 2011

Oi Futuro de Belo Horizonte recebe a exposição Warhol TV de curadoria e idealização de Judith Benhamou-Huet, após grande sucesso em Paris, Lisboa e no Rio de Janeiro.
Foram reunidas importantes e pouco conhecidas obras do ícone da pop art feitas para a televisão. Sua relação com a TV foi marcante: fez inúmeros filmes, realizou programas para canais a cabo, entrevistou personalidades e produziu videoclipes O americano Andy Warhol também experimentou vários meios de expressão artística, como o cinema, a fotografia, a pintura, a música e o vídeo.
O trabalho de TV dele é pouco conhecido, justamente por ter sido uma produção realizada para TV a cabo em uma época em que a TV a cabo era muito limitada aos EUA.
A exposição Andy Warhol segue para Belo Horizonte
Postado por Marcella Peixoto Resende

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Paula Bahia

Luiza Barcelos, Arezzo, Claudia Mourão e Paula Bahia marcam a força do setor calçadista em Minas Gerais. A marca Paula Bahia já existe há 17 anos e é comandada pela estilista homônima. Paula começou a se interessar por moda na adolescência, quando ainda existiam poucos cursos voltados para esta área. Enquanto cursava Administração de Empresas, na PUC-MG, veio a oportunidade de trabalhar com moda. Mesmo com rotina atribulada, Paula nos concedeu a entrevista abaixo, onde conta sobre sua carreira, avalia o mercado atual e oferece dicas aos novos designers.
Escreva moda: Você se formou em administração de empresas, como surgiu o seu interesse pela área de moda?
Paula Bahia: Na verdade o interesse já existia há muitos anos, desde a adolescência. Porém, na época que eu entrei na faculdade nem se falava em estudar moda no Brasil. Por isso, resolvi cursar administração, mas antes de me formar fui trabalhar com uma prima, a Inês, que tinha uma confecção de roupas de couro. Juntas, começamos a criar acessórios para essas roupas, foi aí que comecei a fazer sapato.

Escreva moda: Conte um pouco da história da sua marca. Como tudo começou?
Paula Bahia: A confecção estava indo muito bem e decidimos nos separar. Inês continuou com a parte de roupas e eu abri um showroom/loja de sapatos, na Rua Espírito Santo, em Lourdes. Durante dois anos a produção foi terceirizada em um pequeno artesão. Ao participar pela primeira vez de uma feira do setor coureiro, no extinto Real Palace, em Belo Horizonte, houve a necessidade de fabricar as minhas próprias peças. Associei-me ao meu irmão, Rodrigo Bahia, alugamos um galpão, compramos o maquinário básico, contratamos um modelista e iniciamos uma pequena fábrica.

Escreva moda: Como autodidata, quais foram as maiores dificuldades que enfrentou ao se aventurar por um campo desconhecido?
Paula Bahia: As dificuldades foram enormes já que o meu conhecimento industrial era nulo. Entender todo o processo de fabricação de um sapato foi algo muito difícil para mim. Na parte de moda sempre fui antenada, mas a informação naquela época era muito precária. Não tinha internet, poucas revistas internacionais chegavam ao Brasil e viajar para o exterior era muito caro para quem estava começando. Até conseguir um capital de giro, tivemos que economizar muito, tudo que a gente ganhava era reinvestido na marca.

Escreva moda: A marca “Paula Bahia” já existe há 17 anos. De 1994 até agora o que mudou no mercado?  Como a marca se posicionou frente a essas mudanças?
Paula Bahia: No início o dólar era alto em relação ao real e as grandesfábricas de calçados eram todas voltadas para o mercado externo. Portanto, as empresas pequenas eram únicas no mercado interno. Com o declínio do dólar, todas essas fábricas se voltaram para o mercado brasileiro, abrindo uma concorrência voraz. Quem não se profissionalizou e fez o seu nome no mercado foi engolido pelos maiores. 

Escreva moda: Como estilista e proprietária de uma marca de acessórios, quais são seus conselhos aos novos designers?

Paula Bahia: Meu principal conselho para os novos designers é estarem sempre muito antenados às tendências globais, tecnologias e materiais. Para ter uma marca de sucesso é preciso conhecer bem o seu cliente e saber exatamente o que ele espera da sua marca.  


Para conhecer mais sobre a marca e sua coleção, acesse: http://www.paulabahia.com.br/

Por Gabriela Gontijo, Marcela Torres e Rosane Silveira