terça-feira, 20 de setembro de 2011

"Designer Jurássico"

Karl Lagerfield, o polêmico designer alemão.

Por:
Luana Cordeiro
Paula Beatriz

Taciana Leite



Lagerfeld no Red Cross Ball em Monaco, Agosto de 2005


Karl Lagerfeld é designer e fotógrafo alemão. Sua idade ainda é uma incógnita pois o mesmo já declarou ter nascido em 1938, mas em sua cidade natal, Hamburgo, dizem ser nascido em 1933. Em entrevista à TV francesa em 2009 ele declarou que ninguém sabe sua verdadeira idade, que ele não é de 1938 nem 1933.
Lagerfeld é conhecido como um dos estilistas mais influentes no mundo da moda do século XX. Sua última coleção, Chanel Haute Couture (Chanel alta Costura) foi apresentada no Grand Palais, em Paris, durante a Semana de Moda de Paris e teve como inspiração o filme apocalíptico Metropolis, clássico de 1927 dirigido por Fritz Lang e usou o clima noir do clássico do cinema mudo para compor sua coleção, repleta de tons de preto, cinza e azuis, pontuada por alguns looks em fucsia e branco. O luxo sombrio proposto por Lagerfeld é imensamente sedutor, com direito a botas longas, luvas, plumas e véus cobrindo misteriosamente o rosto.
Lagerfeld, em sua carreira como estilista, já colaborou com uma variedade de diferentes grifes, sendo Chloé, Fendi e Chanel as mais notáveis. Com contratos com diversas marcas e grifes pelo mundo, Karl Lagerfeld construiu provavelmente um dos mais fiéis conceitos de moda. Sua grife, homônima, inaugurada na década de 1980, produz perfumes e roupas.
Lagerfeld também é conhecido por episódios polêmicos, como quando foi chamado de “designer jurássico” por usar peles de animais em suas coleções. Nessa ocasião foi comparado a Klein, da Calvin Klein, que não utiliza peles e foi chamado de “grande amigo dos animais”.



John Galliano e a sua trajetória

           John Galliano nasceu em 1960 na Inglaterra. Seu pai era de origem italiana e a mãe de origem espanhola. Apesar de morarem em um bairro pobre, habitado por africanos, asiáticos e indianos, o clima dentro da casa era caloroso e confortável.  Anita, sua mãe, o ensinou a dança flamenca na mesa da cozinha, e despertou seu gosto pelo barroco e pelas indumentárias enfeitadas e muito bem cuidadas.
Na escola sempre foi um aluno mediano, apesar do talento nato para desenho. Começou mesmo a estudar quando entrou  no curso de estilismo. Impecável em seu trabalho e desenhando todos os dias, se formou após três anos na Central Saint Martins College of Art and Design. Juntamente com os estudos, Galiiano trabalhava no Nacional Theatre. Inspirado por essa experiência, criou seu desfile de conclusão de curso, com o tema "Les Incroyables" ("Os inacreditáveis"). Nesse mesmo desfile, todos os 8 looks criados foram comprados e expostos em uma loja em Londres. Em 1984 Galliano formou-se e surpreendeu Londres com a sua originalidade e talento. Cortes complexos e com um talento em tratar tecidos como ninguém. Inspirado pela Belle Époque ou por Paul Poiret sua moda sempre teve um cunho historicista.
Mudou-se para Paris no início da década de 90. Começou a fazer pequenas coleções de vestidos de festa dignos da alta-costura.Chegou a Dior como responsável da alta-costura e do prêt-á-porter.
No dia 25 de fevereiro John Galliano foi o protagonista de um episódio que mudaria sua carreira, após uma combinação de champanhe, mojitos e comprimidos insultou dois clientes que estavam no mesmo bar que ele com declarações antissemitas e racistas. Logo após um vídeo onde Galliano afirma adorar Hitler foi divulgado pelo tablóide inglês The Sun. Após o escândalo John Galliano foi afastado da Dior, onde atuava desde 1996.  Com as acusações houve um julgamento no Tribunal de Justiça de Paris, Galliano se retratou com as vitimas pedindo desculpas e sua advogada de defesa alegou dependência tripla de álcool, antidepressivos (Valium) e pílulas para dormir. Essas três drogas combinadas indicam um profundo estado de depressão e o dependente age sem consciência do que está fazendo. O tribunal impôs uma multa de 6 mil euros e condenado a pagar uma mais de 5 mil euros em custos judiciais além de 1 euro em indenização simbólica a cada uma das partes acusadas.
O escândalo marcou sua carreira de uma forma negativa fazendo com que seu futuro na carreira de moda seja incerto, resultando na demissão do cargo da Maison Dior. Como prova disso no último desfilo da Dior os representantes se posicionaram diante do fato tecendo seguinte comentário.
 “Desde a sua inauguração, a Maison Christian Dior tem vivido uma história extraordinária e teve a honra de personificar a imagem da França e seus valores, no mundo todo. O que aconteceu semana passada foi terrível e tem sido profundamente doloroso ver o nome da Dior associado aos comentários atribuídos ao seu designer, por mais brilhante que ele seja. É particularmente doloroso que essas palavras vieram de uma pessoa tão admirada por seu talento criativo.”
Por Camila Nacif, Marcela Fernandes e Marcela Santiago

Perfil Alexander Mc Queen

God save Mc Queen
O perfil do gênio da moda contemporânea

Por Larissa Duarte e Lorena Viana

O inventivo, subversivo e elogiado estilista britânico, Alexander Mc Queen, trabalhava com cortes extravagantes, elegantes e fora dos padrões. Conhecido por seus trabalhos controversos e obscuros discutia em suas criações ambigüidades como tradição e modernidade, fluidez e severidade, fragilidade e força. Mesclando glamour com um imaginário fantástico e sombrio na moda contemporânea. 

Aos 16 anos, largou os estudos e foi trabalhar como alfaiate para Anderson & Sheppard, na Savile Row, rua que concentra o que há de mais tradicional na alfaiataria londrina.
Entrou na Central Saint Martins na década de 90 e abriu sua marca própria no East End de Londres, depois de apresentar sua coleção de mestrado tendo recebido atenções especiais da imprensa internacional. Pouco tempo depois assumiu a direção criativa da Givenchy de 1996 a 2001. Também fez parceria com a Puma e Target. Além de suas táticas de choque, é conhecido pela inovação, que atraiu o grupo Gucci, hoje dono de 51% da marca Alexander McQueen.

Suas coleções combinam pesquisa de fundamentos humanos, artísticos, conceitos surrealistas e o melhor da alfaiataria britânica com o minucioso acabamento italiano. Em menos de dez anos foi considerado um dos mais respeitados estilistas do mundo.

O ícone da moda morreu aos 40 anos em fevereiro de 2.010. Foi encontrado em seu flat onde teria cometido suicídio. A editora da Vogue britânica, Alexandra Shulman, declarou a imprensa logo após a morte do estilista. "Alexander McQueen influenciou toda uma geração de designers. Sua imaginação brilhante não conhecia limites e coleção após coleção ele mostrava desenhos extraordinários. Por um lado, era um mestre da fantasia, criava desfiles impressionantes, que misturavam design, tecnologia e performances; por outro, era um gênio moderno da estética gótica que foi adotada por mulheres em todo o mundo. Sua morte é uma perda enorme para quem o conheceu e para muitos que não o conheceram".

                                        
                           Fonte: DAILY NEWS WRITER - Monday, September 20, 2010.
                         
                                    

O Japão na moda.

A estética de Yamamoto

Yohji Yamamoto estilista japones,ganha exposição em Londres.


Yohji Yamamoto fundou sua marca em 1971, em 1977 teve seu primeiro show em Tóquio e então em 1981 estreou em Paris. Atualmente possui mais de 333 lojas em todo o mundo, está na equipe de estilo da adidas, possui cinco fragrâncias e coleções casuais. Alem de ter sido representado em diversos filmes, livros e exposições, entre eles "Identidade de nós mesmos'' do Win Wender. Yohji trabalha com o conceitos de moda que ficaram conhecidos internacionalmente como o new japan style.
Yohji Yamamoto nasceu em Tókio –japão em 1943, sua mãe era costureira e o criou sozinha desde a morte de seu pai na segunda guerra mundial. Começou um curso de advocacia  pela universidade de keio em 1966, mais acabou estudando moda na universidade de BUNKA, uma das mais conceituadas. Após oito meses de viajem a Paris, inicia-se uma nova visão de moda enquanto ajuda a mãe a confeccionar roupas para uma  rica clientela.
A nova estética vanguardista dos estilistas japoneses, revolucionou a moda Parisiense, através de roupas assimétricas, abstratas, rasgadas, amplas, e geralmente na cor preta. Sua desconstrução mudou a maneira de se fazer moda e foi totalmente inovadora, conquistando o mundo.

Recentimente expos seus 30 anos de carreira, contando com 60 peças criadas por Yohji no museu britânico Victoria & Albert. Contando com o depoimento de companheiros de trabalho como o fotógrafo Nick Knight, o designer Peter Saville e o cineastra Win Wenders.


Bruna Abreu e Paula Goecking

Paloma Picasso Por: Júlia de Assis e Nicole Fiorini

Cena de Paloma Picasso no filme Tales Immoral, 1974.

Afastada dos olhos da mídia a alguns anos, a designer de jóias Paloma Picasso continua lançando coleções esporádicas na rede Tiffany & Company. Hoje ela mostra uma vertente bem diferente do que ela costumava apresentar no início de sua carreira. Por volta do ano 2000 a designer abandonou as cores vibrantes e adotou um estilo mais sóbrio em suas peças com foco em novas texturas. Deste os 14 anos Paloma tinha o batom vermelho como marca pessoal e de linha de trabalho. O gosto por cores fortes foi influenciado pelo pai, Pablo Picasso que homenageia a filha em algumas de suas obras como em Paloma em Azul e Paloma com Laranja.
Quando criança Paloma chegou a dizer que não seguiria os passos do pai, mas sua necessidade de criar acabou se realizando através de estudos sobre design de jóias.
Após a morte de seu pai, Paloma perdeu o interesse pela criação e experimentou novos campos de trabalho. Estrelou em um filme que ganhou o Prix de l'Age d'Or, 1974, Tales Immoral Dirigido por Walerian Borowczyk, o filme foi elogiado pela crítica, e seu desempenho como atriz foi recebido com entusiasmo.
Em 1980, John Loring, vice-presidente da respeitada Tiffany & Company, propôs a Paloma que criasse joias para a empresa. Nascida na França a designer se sentiu lisonjeada em poder lançar seus produtos em Nova Yorque. As peças foram laçadas com preços entre 100 a  500 dólares, ampliando bastante o acesso do grande público às suas criações. Desta parceria com a Tiffany surgiu também uma linha de artigos para casa.

Mineiros na Moda

Na frente da Calvin, Francisco Costa  desenvolve novas formas
Por: Amanda Grossi, Eid Rocha.
O mineiro Francisco Costa comanda, de Nova York, a divisão de prêt–porter feminino da marca Calvin Klein, que aparece nas principais passarelas e revistas de moda. Lá se aprimorou em interligar roupas, marcas e atitude.
Seu sucesso começou em setembro de 2003 quando ao final do desfile da Calvin Klein na Semana de Moda de Nova York Francisco Costa, subiu à passarela e recebeu os aplausos pela coleção. Não foi exatamente uma consagração, mas o simples fato de que o criador da marca não estava mais à frente dela, e que um quase-desconhecido tivesse assumido o posto, bastou para acelerar os batimentos cardíacos do público.
Costa nasceu em Guarani, interior de Minas Gerais, e morava no Rio de Janeiro. Aos 18 anos decidiu ir morar em Nova York. Nunca mais voltou ao Brasil, a não ser a passeio. Fez aulas no Fashion Institute of Technology, de Nova York, ganhou uma bolsa para estudar moda na Itália e aprimorou-se com mestres de primeira, como Oscar de la Renta, que o ensinou vê na alta-costura a roupa como um romance, uma forma de conquistar.
Em sua última coleção apresentada em 16 de Setembro de 2011 em Nova York, nadando contra a corrente do colorido predominante no evento nova-iorquino, o brasileiro apresentou uma coleção de vestidos etéreos de crepe de seda nude, cor básica da temporada, com tons beges e rosados próximos da cor da pele. Grandes casacos justos em crepe de seda e algodão e jaquetas de seda sem gola completaram a coleção, sem estampas, com sutis transparências.


Fonte: Alex N.da Silva
Francisco Costa em seu estúdio em Nova York.

Marc Jacobs

Por Lais Torres e Mayara Leão.


O nome do estilista norte americano Marc Jacobs apareceu ,nos últimos dias, nas principais manchetes de jornais no mundo inteiro  como um dos principais nomes para continuar o legado de John Galliano , na Dior.
O seu nome não foi cogitado em vão, pois o estilista possui um grande legado em sua carreira e várias marcas que levam a sua assinatura.  Seus produtos vão desde papelaria – a sua loja Bookmarc em Nova York – até as bolsas Louis Vuitton, que ficam por conta de sua criação. Além dessas duas marcas, Marc Jacobs também é responsável por  Marc Jacobs, Marc by Marc Jacobs e Little Marc Jacobs. Essa diversificação de produtos e marcas revela a versatilidade do estilista.
Jacobs é conhecido pela sua moda refinada e luxuosa que revolucionou toda uma geração de mulheres em sua forma de vestir. Ele construiu esse império , o qual é respeitado pelos grandes nomes da moda e celebridades, sendo difícil pensar em outro estilista americano em atividade tão influente quanto ele. Aos 48 anos, Jacobs afirma que suas roupas não serão tão populares como as de Ralph Lauren ou Calvin Klein.
Marc Jacobs foi graduado na Escola de Arte e Estilo de Nova Iorque em 1981, e tornou-se conhecido no fim dessa mesma década. O menino prodígio  conquistou em apenas uma estação o que grandes maisons levaram décadas para conseguir.  Ele teve apoio de grande nomes do mundo fashion, como o da editora da Revista Vogue , Anna Wintour, que abriu sua revista para expor as suas criações.
O estilista tem uma frase que define seu estilo de criação : “ Nunca sei o que vou fazer”, sendo melancólico em uma estação, otimista ou ainda um tanto rebelde em outra. Essa característica reforça a versatilidade do estilista.


                                     Marc Jacobs em seu estilo irreverente clicado pelo fotógrafo Terry Richards.