terça-feira, 20 de setembro de 2011

Perfil Alexander Mc Queen

God save Mc Queen
O perfil do gênio da moda contemporânea

Por Larissa Duarte e Lorena Viana

O inventivo, subversivo e elogiado estilista britânico, Alexander Mc Queen, trabalhava com cortes extravagantes, elegantes e fora dos padrões. Conhecido por seus trabalhos controversos e obscuros discutia em suas criações ambigüidades como tradição e modernidade, fluidez e severidade, fragilidade e força. Mesclando glamour com um imaginário fantástico e sombrio na moda contemporânea. 

Aos 16 anos, largou os estudos e foi trabalhar como alfaiate para Anderson & Sheppard, na Savile Row, rua que concentra o que há de mais tradicional na alfaiataria londrina.
Entrou na Central Saint Martins na década de 90 e abriu sua marca própria no East End de Londres, depois de apresentar sua coleção de mestrado tendo recebido atenções especiais da imprensa internacional. Pouco tempo depois assumiu a direção criativa da Givenchy de 1996 a 2001. Também fez parceria com a Puma e Target. Além de suas táticas de choque, é conhecido pela inovação, que atraiu o grupo Gucci, hoje dono de 51% da marca Alexander McQueen.

Suas coleções combinam pesquisa de fundamentos humanos, artísticos, conceitos surrealistas e o melhor da alfaiataria britânica com o minucioso acabamento italiano. Em menos de dez anos foi considerado um dos mais respeitados estilistas do mundo.

O ícone da moda morreu aos 40 anos em fevereiro de 2.010. Foi encontrado em seu flat onde teria cometido suicídio. A editora da Vogue britânica, Alexandra Shulman, declarou a imprensa logo após a morte do estilista. "Alexander McQueen influenciou toda uma geração de designers. Sua imaginação brilhante não conhecia limites e coleção após coleção ele mostrava desenhos extraordinários. Por um lado, era um mestre da fantasia, criava desfiles impressionantes, que misturavam design, tecnologia e performances; por outro, era um gênio moderno da estética gótica que foi adotada por mulheres em todo o mundo. Sua morte é uma perda enorme para quem o conheceu e para muitos que não o conheceram".

                                        
                           Fonte: DAILY NEWS WRITER - Monday, September 20, 2010.
                         
                                    

O Japão na moda.

A estética de Yamamoto

Yohji Yamamoto estilista japones,ganha exposição em Londres.


Yohji Yamamoto fundou sua marca em 1971, em 1977 teve seu primeiro show em Tóquio e então em 1981 estreou em Paris. Atualmente possui mais de 333 lojas em todo o mundo, está na equipe de estilo da adidas, possui cinco fragrâncias e coleções casuais. Alem de ter sido representado em diversos filmes, livros e exposições, entre eles "Identidade de nós mesmos'' do Win Wender. Yohji trabalha com o conceitos de moda que ficaram conhecidos internacionalmente como o new japan style.
Yohji Yamamoto nasceu em Tókio –japão em 1943, sua mãe era costureira e o criou sozinha desde a morte de seu pai na segunda guerra mundial. Começou um curso de advocacia  pela universidade de keio em 1966, mais acabou estudando moda na universidade de BUNKA, uma das mais conceituadas. Após oito meses de viajem a Paris, inicia-se uma nova visão de moda enquanto ajuda a mãe a confeccionar roupas para uma  rica clientela.
A nova estética vanguardista dos estilistas japoneses, revolucionou a moda Parisiense, através de roupas assimétricas, abstratas, rasgadas, amplas, e geralmente na cor preta. Sua desconstrução mudou a maneira de se fazer moda e foi totalmente inovadora, conquistando o mundo.

Recentimente expos seus 30 anos de carreira, contando com 60 peças criadas por Yohji no museu britânico Victoria & Albert. Contando com o depoimento de companheiros de trabalho como o fotógrafo Nick Knight, o designer Peter Saville e o cineastra Win Wenders.


Bruna Abreu e Paula Goecking

Paloma Picasso Por: Júlia de Assis e Nicole Fiorini

Cena de Paloma Picasso no filme Tales Immoral, 1974.

Afastada dos olhos da mídia a alguns anos, a designer de jóias Paloma Picasso continua lançando coleções esporádicas na rede Tiffany & Company. Hoje ela mostra uma vertente bem diferente do que ela costumava apresentar no início de sua carreira. Por volta do ano 2000 a designer abandonou as cores vibrantes e adotou um estilo mais sóbrio em suas peças com foco em novas texturas. Deste os 14 anos Paloma tinha o batom vermelho como marca pessoal e de linha de trabalho. O gosto por cores fortes foi influenciado pelo pai, Pablo Picasso que homenageia a filha em algumas de suas obras como em Paloma em Azul e Paloma com Laranja.
Quando criança Paloma chegou a dizer que não seguiria os passos do pai, mas sua necessidade de criar acabou se realizando através de estudos sobre design de jóias.
Após a morte de seu pai, Paloma perdeu o interesse pela criação e experimentou novos campos de trabalho. Estrelou em um filme que ganhou o Prix de l'Age d'Or, 1974, Tales Immoral Dirigido por Walerian Borowczyk, o filme foi elogiado pela crítica, e seu desempenho como atriz foi recebido com entusiasmo.
Em 1980, John Loring, vice-presidente da respeitada Tiffany & Company, propôs a Paloma que criasse joias para a empresa. Nascida na França a designer se sentiu lisonjeada em poder lançar seus produtos em Nova Yorque. As peças foram laçadas com preços entre 100 a  500 dólares, ampliando bastante o acesso do grande público às suas criações. Desta parceria com a Tiffany surgiu também uma linha de artigos para casa.

Mineiros na Moda

Na frente da Calvin, Francisco Costa  desenvolve novas formas
Por: Amanda Grossi, Eid Rocha.
O mineiro Francisco Costa comanda, de Nova York, a divisão de prêt–porter feminino da marca Calvin Klein, que aparece nas principais passarelas e revistas de moda. Lá se aprimorou em interligar roupas, marcas e atitude.
Seu sucesso começou em setembro de 2003 quando ao final do desfile da Calvin Klein na Semana de Moda de Nova York Francisco Costa, subiu à passarela e recebeu os aplausos pela coleção. Não foi exatamente uma consagração, mas o simples fato de que o criador da marca não estava mais à frente dela, e que um quase-desconhecido tivesse assumido o posto, bastou para acelerar os batimentos cardíacos do público.
Costa nasceu em Guarani, interior de Minas Gerais, e morava no Rio de Janeiro. Aos 18 anos decidiu ir morar em Nova York. Nunca mais voltou ao Brasil, a não ser a passeio. Fez aulas no Fashion Institute of Technology, de Nova York, ganhou uma bolsa para estudar moda na Itália e aprimorou-se com mestres de primeira, como Oscar de la Renta, que o ensinou vê na alta-costura a roupa como um romance, uma forma de conquistar.
Em sua última coleção apresentada em 16 de Setembro de 2011 em Nova York, nadando contra a corrente do colorido predominante no evento nova-iorquino, o brasileiro apresentou uma coleção de vestidos etéreos de crepe de seda nude, cor básica da temporada, com tons beges e rosados próximos da cor da pele. Grandes casacos justos em crepe de seda e algodão e jaquetas de seda sem gola completaram a coleção, sem estampas, com sutis transparências.


Fonte: Alex N.da Silva
Francisco Costa em seu estúdio em Nova York.

Marc Jacobs

Por Lais Torres e Mayara Leão.


O nome do estilista norte americano Marc Jacobs apareceu ,nos últimos dias, nas principais manchetes de jornais no mundo inteiro  como um dos principais nomes para continuar o legado de John Galliano , na Dior.
O seu nome não foi cogitado em vão, pois o estilista possui um grande legado em sua carreira e várias marcas que levam a sua assinatura.  Seus produtos vão desde papelaria – a sua loja Bookmarc em Nova York – até as bolsas Louis Vuitton, que ficam por conta de sua criação. Além dessas duas marcas, Marc Jacobs também é responsável por  Marc Jacobs, Marc by Marc Jacobs e Little Marc Jacobs. Essa diversificação de produtos e marcas revela a versatilidade do estilista.
Jacobs é conhecido pela sua moda refinada e luxuosa que revolucionou toda uma geração de mulheres em sua forma de vestir. Ele construiu esse império , o qual é respeitado pelos grandes nomes da moda e celebridades, sendo difícil pensar em outro estilista americano em atividade tão influente quanto ele. Aos 48 anos, Jacobs afirma que suas roupas não serão tão populares como as de Ralph Lauren ou Calvin Klein.
Marc Jacobs foi graduado na Escola de Arte e Estilo de Nova Iorque em 1981, e tornou-se conhecido no fim dessa mesma década. O menino prodígio  conquistou em apenas uma estação o que grandes maisons levaram décadas para conseguir.  Ele teve apoio de grande nomes do mundo fashion, como o da editora da Revista Vogue , Anna Wintour, que abriu sua revista para expor as suas criações.
O estilista tem uma frase que define seu estilo de criação : “ Nunca sei o que vou fazer”, sendo melancólico em uma estação, otimista ou ainda um tanto rebelde em outra. Essa característica reforça a versatilidade do estilista.


                                     Marc Jacobs em seu estilo irreverente clicado pelo fotógrafo Terry Richards.

terça-feira, 21 de junho de 2011

13º FUMEC Forma Moda


Aconteceu em Belo Horizonte o evento de formatura das alunas dos Curso de Design de Moda FUMEC na última quinta feira, 16 de junho de 2011.

Backstage do desfile de Marcela Bahia

A FUMEC realizou o 13ª Forma Moda, evento que expõe os Trabalhos de Conclusão dos alunos do curso de Design. O evento aconteceu no Alta Vila e contou com presença de jornalistas, blogueiros, estilistas, estudantes de moda e familiares que foram prestigiar os desfiles e exposições. Ao todo, foram três blocos de desfiles e seis exposições, nas áreas de roupas, calçados e acessórios.

“Foi uma grande emoção ver minha filha entrando ao final do desfile”, conta Paula Bahia que ajudou a filha Marcela durante todo o processo, desde os croquis ate o acabamento final dos modelos. Paula Bahia é estilista de calçados há 15 anos e foi convidada para participar da banca, já que esta edição do FUMEC Forma Moda contou com 5 trabalhos na área de calçados, todos orientados pelo prof. Pierre Pedroso, exceto Marcela Bahia, que foi orientada pela profª Rosangela Mattana.

Marcela Bahia tem 22 anos e desfilou 7 modelos de calçados e um vídeo. Ela vestiu suas modelos com uma roupa casulo, estilo cocoon, que conduzia o olhar para os calçados que possuíam modelagem experimental e saltos em madeira e aço. “O desconstrutivismo em arquitetura foi o ponto de partida para a criação de minha coleção, Formas do Informe”, disse Marcela após o desfile.

Houve outro desfile que chamou a atenção do público, com uma performance do Grupo de Dança Contemporânea Camaleão. A proposta da aluna Anna Luiza Magalhães, foi criar um figurino utilizando o corpo como a principal referencia. Ela também edita um blog, o www.tudoimpressao.blogspot.com, onde ela postou parte do processo de construção da coleção.

Apesar do atraso no inicio do primeiro bloco de desfiles, a organização deste ano foi melhor em relação às edições anteriores. O lounge contou com um telão no qual foram exibidos os desfiles em tempo real. As exposições foram menos numerosas, 6 ao todo, o que facilitou a circulação do público. No entanto, algumas alunas desmontaram suas exposições antes do fim do último bloco de desfiles, prejudicando a avaliação da banca de jurados. A ex-aluna Ariane Faria, formada na 10ª edição, acompanhou os desfiles e acredita que a qualidade do evento este ano superou suas expectativas.

Por: Gabriela Gontijo, Marcela Torres e Rosane Silveira

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Chari ganha espaço na Savassi

De um projeto bem sucedido na faculdade ao desejo de inserir produtos diferentes no mercado, nasceu a Chari, uma marca de camisetas criadas pela designer de moda Mariana Barros e a artista plástica Susana Barros. Ambas apaixonadas por arte e moda, decidiram se juntar e começaram a fabricar camisetas com modelagens e estamparia exclusivas, com a proposta de ser uma loja com um conceito alternativo, que traz produtos inovadores e com um design diferenciado para o mercado. A idéia da marca é propor novas maneiras de usar camisetas básicas, usando através de ícones, desenhos e imagens maneiras de modificar uma simples camiseta em peças únicas e cheias de estilo.
A princípio o intuito era trabalhar com a loja virtual, pois além de ter um maior alcance de público, o custo operacional era menor. Com o passar do tempo, perceberam que os clientes queriam ver as camisetas de perto, experimentá-las, e o volume de compras era muito maior ao vivo do que pelo site. A partir dai, criaram o projeto da Loja Chari, tendo em vista que o ponto da loja deveria ser o local que público-alvo da marca mais freqüenta: a Savassi.
A loja oferece mais de 500 estampas em modelagens diferentes, além de dar a possibilidade do cliente personalizar sua própria camiseta, uma fábrica de sonhos, como eles mesmos costumam dizer. Acessórios irreverentes como bolsas, cintos, pulseiras, colares, bandanas e anéis complementam as produções, além dos acessórios de neoprene estampado para óculos, celular e notebook . A loja fica na Rua. Fernandes Tourinho, 363.